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- LOUCURA ADMIRÁVEL

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*Tinha um nó na garganta, o cérebro parado, a língua espessa e dizia: - Não sei o que hei-de dizer! Estupidez! Contudo admirável! Patéticos os anseios espirituais que torturam os grandes amantes históricos, doloroso o platonismo que levou Werther ao suicídio! Estranha associação, como no comércio, conveniência mútua, tu e alguém desenvolvem uma espécie de relação simbiótica, ao contrário, suicídio lento. Ainda podia falar-te de bom senso, esse comedido e insípido senhor de fraque que se alojou em cada um de nós, e que não permite outra fantasia que não a de ter uma risca nas calças, senhor austero que nos obriga a proceder nas normas da estupidez metódica... advogado das causas mesquinhas! Para que a tua vida continue a ser uma loucura admirável, para que continues a ter o requintado prazer espiritual de sentir os olhos molhados, quando alguma coisa profundamente te emocionar... é necessário terminar essa incerteza. Baby Blue 23/12/2000 21:40 Fotografia: Marilyn Monroe

- VOLUPTIS QUIMIATRIAS

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*Sou um teimoso! Recuso-me a aceitar que a vida é bela! Parvoice, não é? *Algo consome-me o imaginário estético-contemplativo, digno das estrelas e dos astros e de todas as coisas belas em si, como a envolvência espiritual / artística, na sua múltipla condição humana e divina mais pura! Que fazer quando confrontado com a grandiosidade do Belo manifestamente inalcançável? *As paredes do meu quarto transpiram esperma, e a minha mente, embriegada, rodopia, exigindo ao meu pénis "voluptis quimiatrias", espalhando o estonteante líquido numa cara estampada num malfadado jornal. Observo a Liv Ullman, e como um déspota sedento de sexo, traço-lhe o mesmo destino! Vieille Canaille Fotografia: Liv Ullman

- YOUNG MEN

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*Curiosa a maneira como em "Young Men" se reunem propriedades tão diversas: a componente musicalemente pop, uma escrita pouco lírica, distante de qualquer subjectivismo de vulgar raiz romântica, o retrato sociológico e psico-social de uma certa masculinidade em contexto de pós-modernidade, uma vaga sugestão gay do olhar de quem observa. Kaladj 28/08/2000 15h05m Fotografia: Brett Anderson

- I FELL IN LOVE WITH A DEAD BOY

- MENSAGEM

- LETTER FROM BEIJING

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* Today I got a letter from my little China girl! Existe algo de apaixonante, e simultãneamente dramático, na minha paixão incondicional pela minha Barbarella electro-dandy-princess, que é para mim uma Jane Fonda espacial imbatível (70's kitsch space baby-doll-warrior), uma Liz Taylor Cleopatra, imponente e dominante, e uma Jane birkin, sensual e provocatória... não sou um Pygar esvoaçante, um Richard Burton na pele de Marco António ou um Gainsbourg, intelectual e poético, mas amo-a igualmente, assim como Humphrey Bogart a Ingrid Bergman numa Casablanca imaginária, só nossa! Em Belle de Jour, do Buñuel, a Catherine Deneuve dizia: "Aquilo que sinto por ti não é amor físico, está muito para além disso, não exijo que me acredites, mas nunca me senti tão perto de ti como agora." É algo assim o que sinto da distância da minha Barbarella: algo trágico e cinemático, mas sobretudo romãntico e intenso! Vieille Canaille

- INÉDITO

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Nunca te foram ao cu Nem nas perninhas, aposto! Mas um homem como tu, Lavadinho , todo nu, gosto! Sem ter pentelho nenhum com certeza, não desgosto, Até gosto! Mas... gosto mais de fedelhos. Vou-lhes ao cu Dou-lhes conselhos, Enfim... gosto! António Botto *Imagem: Helder Bruno